domingo, 30 de março de 2014

Apple pie!

Está a chover, a maquina de lavar roupa está com prognóstico reservado, a sala está de pantanas, a filha está adolescente, não me apetece fazer o jantar, ainda não é na próxima semana que chega a primavera....mas fiz tarte de maçã!!!!!!!!!!

O mundo está em paz!

sexta-feira, 28 de março de 2014

Mãe profissional


E se...as pessoas pudessem realmente escolher...
E se..."ser mãe" fosse levado a sério por todos nós...
E se...não criticássemos tudo o que é diferente...apenas porque é diferente....

Esta foi uma mensagem com alguma dificuldade em ser "parida". Não porque as ideias não sejam solidas na minha cabeça, mas porque não quero cair no erro de criticar o que é diferente...
Não sou a "mãe caseira" típica. Tenho 40 anos, tenho uma licenciatura, tenho emprego (estou em licença sem vencimento) onde sou bem vinda e necessária . Não sou rica, os meus filhos já não são bebés e adoro a minha profissão e o meu trabalho.
Fui mãe pela primeira vez há 14 anos; ainda gravida, decidi que o trabalho por turnos não se conciliava com a minha ideia de maternidade, e mudei para um horario mais convencional. Na altura tive a sorte de ter a minha mãe disponivel para ficar com a minha filha no fim da licenca de maternidade, mas o voltar ao trabalho foi muito dificil. Deixar a minha cria, mesmo que nas mãos que eu confiava mais no mundo, foi doloroso...Acho que o fato de ainda estar a amamentar nessa altura foi muito positivo, porque quando nos reuniamos tinhamos aqueles minutos de pele com pele cheios de intimidade...
O meu filho nasceu passados 6 anos. Nessa alturas as coisas eram já mais complicadas. A minha mãe já não tinha a mesma disponibilidade, havia 2 crianças a quem apoiar, o meu marido iniciou um horario laboral dificil de conciliar e muito francamente matematicamente/financeiramente não era de todo compensador trabalhar...A outra opção seria pagar a alguém para me sustituir em algumas das minhas funções de mãe...mas a mãe dos meus filhos sou eu! Sempre fui "alergica" aos "filhos da empregada", percebo a necessidade, mas esta é uma escolha que não é a minha...Não tenho filhos para os ver dormir...Aqui
Fizemos ajustes e fiquei em casa com a maltinha...
Hoje sou empregada domestica, serviço de engomadoria, motorista, explicadora, enfermeira, psicologa, cozinheira, doceira, conselheira, gestora, personal shopper,etc,etc 24 horas por dia, 7 dias por semana.
E se....o trabalho de MÃE fosse remunerado? Aqui  Era uma revolução social! Tão importante como a saida das mulheres para o mercado de trabalho. Talvez, essa, fosse a medida que realmente teria consquencias na taxa de natalidade do nosso país, talvez então fosse legítimo pedir contas aos pais pelos filhos que criamos enquanto sociedade. Por enquanto, só nos é permitido assistir ao sono deles, empurra-los para a escola das 7 às 19, encher-lhe a vida de atividades, e o quarto de coisas...e matarmo-nos a trabalhar para ter dinheiro para tudo isso....mas não tempo para eles....E esse o valor do trabalho de uma mãe! Aqui
Notas importantes: onde está escrito mãe podia perfeitamente estar escrito pai, mas como sou mãe é sobre elas que falo...Apesar de ter feito "sacrificios"(embora eu os veja como escolhas...) para ter esta opção, ainda assim, essa escolha foi-me possivel.
A opção entre estar com os filhos, e alimenta-los, não é uma escolha é uma violencia...




sexta-feira, 21 de março de 2014

Conduzir

Comecei a "tirar a carta" no inicio dos anos 90 (que velhota!!!!!!!), durante quase 15 anos resisti bravamente a pegar num volante. Se nos primeiros tempos até não era muito notório (não tinha carro!), chegou a uma altura que tínhamos 2 carros e 1 condutor...Resisti enquanto consegui, tinha um passe social e um marido benevolente, e assim fui vivendo com um medo/pânico que me tolhia toda a lógica pratica.
Em 2005 nasceu o meu filho mais novo. Se nos primeiros meses íamos todos os dias à escolinha da mana de transportes públicos ou a pé, ao fim de 4 ou 5 meses as minhas costas recusavam-se a colaborar mais...Um dia, lá enfiei a criancinha na cadeira e ganhei coragem... Liguei a ignição e lá fomos os dois a 25 km/h para a escola! Verdade seja dita, o puto portou-se às mil maravilhas, não chorou todo o caminho (provavelmente ia tão aterrorizado como eu!). Quando chegamos à escola "abandonamos" o carro num descampado e rezei para quando chegássemos a casa termos igual sorte no estacionamento! 
No dia seguinte voltei ao carro, e todos os dias depois desse...Nesse verão, fiz a minha primeira "grande viagem", levei o carro de Lisboa até ao Algarve e embora com um nervoso miudinho, que foi no lugar do morto todo o caminho, consegui!
Hoje adoro conduzir, principalmente com musica! O meu percurso favorito é a marginal que liga Lisboa a Cascais. Com sol, com chuva, com o mar calmo ou mais zangado só precisa da banda sonora correta!


quinta-feira, 20 de março de 2014

Começar no princípio...

Decidi começar com o primeiro dia da primavera. Espero que seja um renascer em mais do que um sentido....
Pensei fazer uma "definição de intenções", mas acho melhor ficar pelo exemplo da primavera e chegar sorrateira mas certa!
NASCER!