segunda-feira, 21 de abril de 2014

A Páscoa cá de casa!

A Páscoa cá de casa é principalmente gastronómica... Como sempre não há receitas...é tudo "a olho"... mas saboroso!

Folares


Bola de carne

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Doméstica mas não domesticada!

Nunca fui feminista, sempre defendi a igualdade e não a superioridade de qualquer dos géneros...Somos diferentes, com qualidades e defeitos que nos caracterizam enquanto pessoas, e enquanto membros de um ou outro género. Está cientifica e empiricamente provado que os homens e as mulheres são diferentes, quer no funcionamento cerebral quer nas diferenças biológicas mais óbvias...Mas diferente, não é superior ou inferior, é mesmo isso...diferente.
Tendo vários filhos, com qualidades e defeitos distintos, ambições e vontades diferentes, como separar em graus de qualidade os filhos, apenas pelo género que a genética lhes atribuiu?
Dito isto, a luta feminista do século XX, teve e terá um papel essencial na revolução social que a vida das mulheres sofreu. A grande diferença é que para mim, aquilo pelo qual todas aquelas mulheres lutaram, foi o direito à escolha. Na primeira metade do século XX, e até uma boa parte da segunda, as escolhas da mulher estavam limitadas pela vontade do pai/marido, e pelo que era esperado pela sociedade para o seu papel feminino. A mulher era a mãe, a esposa, a fada do lar...e ponto final. Criatura que se aventurasse por papeis sociais que saíssem do papel de anfitriã do lar do marido, teria que ser dentro de uma qualquer instituição caritativa. As primeiras mulheres que se aventuram no mercado do trabalho nunca fogem deste ideal feminino. Dou o exemplo da enfermagem que conheço bem...Um decreto lei de 1942, define que só as mulheres solteiras ou viúvas sem filhos poderiam ser enfermeiras, e só nos anos 60 as enfermeiras tiveram autorização para casar! Eu ainda trabalhei com colegas cujos futuros maridos tiveram que "pedir autorização superior" para casar!
A conquista do feminismo para mim, foi...podermos voltar a casa! Por vontade! Por escolha!
Como já disse anteriormente, tenho uma licenciatura, uma profissão (que gosto!), um emprego e habilidade intelectual e física...e escolho ser MÃE. Com todas as letras garrafais que encontrar!
O mundo terá outras enfermeiras, os meus filhos só terão UMA mãe...
Ainda hoje a divisão de trabalho é injusta, quer o trabalho pago (em que em lugares iguais as mulheres ganham tendencialmente menos, e têm menos possibilidades de ascender na carreira...), quer no trabalho não pago (em que as mulheres continuam a despender mais horas nos cuidados à casa e aos filhos, mesmo quando ambos trabalham fora de casa).Ver aqui.
Enquanto espero uma nova vaga de igualdade, a minha escolha é esta...

Avarias gastronómicas

Nunca fui uma "dona de casa" convencional. Não gosto da "lida da casa", odeio passar a ferro e não tenho pachorra para limpar o pó. Acho até, que a empresa que inventar uma maneira de não ser preciso limpar o pó, vai enriquecer mais depressa que o Bill Gates!
Outra coisa que não sei/ não gosto é de seguir "receitas". Posso até ir buscar inspiração a uma serie de fontes, mas no fim faço o que me dá na real gana...Por vezes, não resulta bem, mas o final é sempre surpreendente! Para o bem e para o mal....
O que eu gosto realmente é da parte criativa do trabalho da casa! Gosto de inventar receitas, de ter um problema e pensar "como é que eu posso resolver isto com o que tenho?". Gosto de enfiar a cabeça na dispensa/frigorífico de pensar o que vai ser o jantar. Ou a filha querer um tapete para o quarto "que não existe". Ou ter que pensar numa maneira de mascarar o filho de ET...
Outra coisa que me dá imenso prazer é "fazer do 0". Fazer pão, ou iogurte, ou qualquer coisa que estamos habituados a comprar feito...
Ontem resolvi resgatar a iogurteira....Modéstia à parte estão ótimos! Com morangos, cereais, mel,....
Iogurte natural caseiro...
Na terça feira foi a vez do sushi feito em casa, demorou 3 horas de preparação e execução, mas valeu a pena...As fotos podiam estar melhores mas o sushi não esteve tempo suficiente no prato para a pose....

domingo, 13 de abril de 2014

O animal científico

Embora não trabalhe como enfermeira de forma continuada há algum tempo, acho que "o gene da enfermagem" está definitivamente incutido em mim. Fiz durante algum tempo a consulta de saúde infantil, tenho 2 filhos e sou frequentemente o "socorro" de várias amigas, conhecidas e às vezes até de pessoas que não conheço de lado nenhum!
Sou além disso uma crente no processo científico. Acredito, que tal como a democracia, pode não ser perfeito, mas é o melhor que encontramos até agora...    
 Eu até compreendo que os pais se questionem sobre tudo o que diz respeito à sua criança. Acho até, que essa é um atitude sensata e que mostra ponderação por parte dos pais, em não dizer que sim, só porque sim. Acho ótimo encontrar caminhos alternativos e procurar um solução que seja o ideal para o nosso filho.
Toda esta retórica tem por base duas questões que vi faladas na net estes últimos dias: a vacinação e os colares de âmbar para bebes.
A vacinação é uma desgraçada, que trabalha contra ela própria. Quando a nossa criança tem dores, febre, mal estar e nós lhe administramos um qualquer medicamento milagroso, e tudo o que estava errado com o nosso filho miraculosamente desaparece, leva a que para nós, aquela magia seja realmente uma coisa abençoada. A vacinação não trás nada! A criança não tinha nada, foi picada, possivelmente ficou rabugenta e com um bocadinho de "sorte" ainda vai ficar com febre e com o braço dorido...A vacina não cura nada!
O nosso problema, é que como em tantas coisas, temos uma memoria muito má. Já nos esquecemos que se morria das doenças que estão previstas no PNV (Plano nacional de vacinação). Não só se morria, como muitas e muitas pessoas ficavam com uma vida de alguma forma diminuída. Não só se morria como havia epidemias que punham em risco populações inteiras...
A vacinação tem ainda outro ponto muito importante. Nós vivemos em sociedade, para o melhor e para o pior, somos uma espécie gregária. E viver em sociedade envolve regras de convivência: as regras de transito, as regras de boas maneiras, o código penal. Todas estas regras servem para lubrificar as relações sociais, e dar aos indivíduos um mapa dos pontos em que a sua liberdade choca com a dos outros. Eu não tenho nada a opor a que um individuo não vacine os seus filhos, mas isso choca com a liberdade do meu filho que não tem ainda 1 ano (e não foi por isso vacinado contra o sarampo), de ir ao parque, ou de ir buscar o irmão à escola... Acho discutivel que os pais possam fazer roleta russa com a vida do próprio  filho (mesmo que por ingenuidade), mas não vejo discussão nenhuma se a roleta russa for com o meu filho! Ver
A outra questão tinha que ver com outra nova moda: colares de âmbar para bebé. Quem vende e quem recomenda diz que alivia os sintomas negativos do aparecimento dos dentinhos dos bebés. Controla a dor, a baba e a diarreia. Só ninguém me sabe explicar como! Lembram-se, eu sou adepta do método cientifico, eu gosto de saber COMO as coisas funcionam! Já tive um colar desses na mão, e digo já que são bem giros. Mas quando na minha cabeça se associa o colar com o bebe, só vejo engasgamento, estrangulamento ,etc. Já a minha avó dizia que eles nos cegam, e por muitos fechos anti bebé, muitos nós entre contas, eu só consigo ver resultados negativos....E não estou sozinha...Ver...
Para mim, que sofro deste infernal espírito inquisitivo, é muito difícil perceber algumas opções dos pais. Se por um lado questionam(e bem!) a industria farmacêutica, que é apesar de tudo bastante regulada, por outro não têm problema nenhum em acreditar na vizinha, na net ou numas quaisquer bolinhas que não se conhece bem o conteúdo e não sofreram as questões da ciência...

terça-feira, 1 de abril de 2014

Horta!

Gosto de coisas úteis. A minha mãe adora plantas decorativas, mas para mim, só vale o trabalho de ter vasos se forem úteis. Gosto de verde. Logo o mais lógico foi criar uma horta. Pode não ser tão divertida e musical como a do Ricardo Araújo Pereira (Aqui), mas é linda!
Vamos ver quanto tempo consigo que esteja viva...




Nunca pensei mostrar o rabanete na net...

domingo, 30 de março de 2014

Apple pie!

Está a chover, a maquina de lavar roupa está com prognóstico reservado, a sala está de pantanas, a filha está adolescente, não me apetece fazer o jantar, ainda não é na próxima semana que chega a primavera....mas fiz tarte de maçã!!!!!!!!!!

O mundo está em paz!

sexta-feira, 28 de março de 2014

Mãe profissional


E se...as pessoas pudessem realmente escolher...
E se..."ser mãe" fosse levado a sério por todos nós...
E se...não criticássemos tudo o que é diferente...apenas porque é diferente....

Esta foi uma mensagem com alguma dificuldade em ser "parida". Não porque as ideias não sejam solidas na minha cabeça, mas porque não quero cair no erro de criticar o que é diferente...
Não sou a "mãe caseira" típica. Tenho 40 anos, tenho uma licenciatura, tenho emprego (estou em licença sem vencimento) onde sou bem vinda e necessária . Não sou rica, os meus filhos já não são bebés e adoro a minha profissão e o meu trabalho.
Fui mãe pela primeira vez há 14 anos; ainda gravida, decidi que o trabalho por turnos não se conciliava com a minha ideia de maternidade, e mudei para um horario mais convencional. Na altura tive a sorte de ter a minha mãe disponivel para ficar com a minha filha no fim da licenca de maternidade, mas o voltar ao trabalho foi muito dificil. Deixar a minha cria, mesmo que nas mãos que eu confiava mais no mundo, foi doloroso...Acho que o fato de ainda estar a amamentar nessa altura foi muito positivo, porque quando nos reuniamos tinhamos aqueles minutos de pele com pele cheios de intimidade...
O meu filho nasceu passados 6 anos. Nessa alturas as coisas eram já mais complicadas. A minha mãe já não tinha a mesma disponibilidade, havia 2 crianças a quem apoiar, o meu marido iniciou um horario laboral dificil de conciliar e muito francamente matematicamente/financeiramente não era de todo compensador trabalhar...A outra opção seria pagar a alguém para me sustituir em algumas das minhas funções de mãe...mas a mãe dos meus filhos sou eu! Sempre fui "alergica" aos "filhos da empregada", percebo a necessidade, mas esta é uma escolha que não é a minha...Não tenho filhos para os ver dormir...Aqui
Fizemos ajustes e fiquei em casa com a maltinha...
Hoje sou empregada domestica, serviço de engomadoria, motorista, explicadora, enfermeira, psicologa, cozinheira, doceira, conselheira, gestora, personal shopper,etc,etc 24 horas por dia, 7 dias por semana.
E se....o trabalho de MÃE fosse remunerado? Aqui  Era uma revolução social! Tão importante como a saida das mulheres para o mercado de trabalho. Talvez, essa, fosse a medida que realmente teria consquencias na taxa de natalidade do nosso país, talvez então fosse legítimo pedir contas aos pais pelos filhos que criamos enquanto sociedade. Por enquanto, só nos é permitido assistir ao sono deles, empurra-los para a escola das 7 às 19, encher-lhe a vida de atividades, e o quarto de coisas...e matarmo-nos a trabalhar para ter dinheiro para tudo isso....mas não tempo para eles....E esse o valor do trabalho de uma mãe! Aqui
Notas importantes: onde está escrito mãe podia perfeitamente estar escrito pai, mas como sou mãe é sobre elas que falo...Apesar de ter feito "sacrificios"(embora eu os veja como escolhas...) para ter esta opção, ainda assim, essa escolha foi-me possivel.
A opção entre estar com os filhos, e alimenta-los, não é uma escolha é uma violencia...