quinta-feira, 17 de abril de 2014

Doméstica mas não domesticada!

Nunca fui feminista, sempre defendi a igualdade e não a superioridade de qualquer dos géneros...Somos diferentes, com qualidades e defeitos que nos caracterizam enquanto pessoas, e enquanto membros de um ou outro género. Está cientifica e empiricamente provado que os homens e as mulheres são diferentes, quer no funcionamento cerebral quer nas diferenças biológicas mais óbvias...Mas diferente, não é superior ou inferior, é mesmo isso...diferente.
Tendo vários filhos, com qualidades e defeitos distintos, ambições e vontades diferentes, como separar em graus de qualidade os filhos, apenas pelo género que a genética lhes atribuiu?
Dito isto, a luta feminista do século XX, teve e terá um papel essencial na revolução social que a vida das mulheres sofreu. A grande diferença é que para mim, aquilo pelo qual todas aquelas mulheres lutaram, foi o direito à escolha. Na primeira metade do século XX, e até uma boa parte da segunda, as escolhas da mulher estavam limitadas pela vontade do pai/marido, e pelo que era esperado pela sociedade para o seu papel feminino. A mulher era a mãe, a esposa, a fada do lar...e ponto final. Criatura que se aventurasse por papeis sociais que saíssem do papel de anfitriã do lar do marido, teria que ser dentro de uma qualquer instituição caritativa. As primeiras mulheres que se aventuram no mercado do trabalho nunca fogem deste ideal feminino. Dou o exemplo da enfermagem que conheço bem...Um decreto lei de 1942, define que só as mulheres solteiras ou viúvas sem filhos poderiam ser enfermeiras, e só nos anos 60 as enfermeiras tiveram autorização para casar! Eu ainda trabalhei com colegas cujos futuros maridos tiveram que "pedir autorização superior" para casar!
A conquista do feminismo para mim, foi...podermos voltar a casa! Por vontade! Por escolha!
Como já disse anteriormente, tenho uma licenciatura, uma profissão (que gosto!), um emprego e habilidade intelectual e física...e escolho ser MÃE. Com todas as letras garrafais que encontrar!
O mundo terá outras enfermeiras, os meus filhos só terão UMA mãe...
Ainda hoje a divisão de trabalho é injusta, quer o trabalho pago (em que em lugares iguais as mulheres ganham tendencialmente menos, e têm menos possibilidades de ascender na carreira...), quer no trabalho não pago (em que as mulheres continuam a despender mais horas nos cuidados à casa e aos filhos, mesmo quando ambos trabalham fora de casa).Ver aqui.
Enquanto espero uma nova vaga de igualdade, a minha escolha é esta...

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